NARRATIVAHistórico da casa
dA casa com terreno livre pertencia a família de Claudino Coelho Leal. A família era da alta sociedade pernambucana e tinha um dos membros que era aviador. Eles eram donos da Companhia Santa Tereza de Água e Luz (Rua Santos Dumond, 177) e foram os responsáveis por colocar luz elétrica na cidade de Olinda. Era uma família que dava festas de gala, com vestidos longos com a alta sociedade pernambucana. A casa tem, em sua fachada, um brasão da família. A PMO desapropriou o imóvel para ser a sede do arquivo público.
Seguem aqui, algumas informações contidas em documentos do próprio Arquivo Público e Olinda sobre o Senhor Claudino Coelho Leal:
- Em notícia de 1884, faz parte da Comissão de Finanças do Instituto Literário de Olinda.
- Em notícia de 9 de maio de 1889, para a festa abolicionista de Olinda foram escolhidas comissões responsáveis por decorar as ruas. O Senhor Claudino está na Comissão de Festejos e Ornamentação da Rua de São Sebastião, que é o trecho do Varadouro até a Praça João Lapa.
- Em 1903, ele aparece na ata de fundação de um banco chamado Banco Popular, em 5 de março de 1903. Ele foi votado para suplente, como vice-fiscal, mas não foi eleito.
- Em notícia de 9 de abril de 1904, ele aparece como gerente da Companhia Santa Teresa de Água e Luz. A inauguração da luz elétrica em Olinda foi no dia 14 de julho de 1913. A usina geradora ficava no antigo edifício do gasômetro, que hoje é aquele prédio ali do portão da Fazenda Municipal, no Varadouro. O projeto do edifício é do professor Rodolfo Lima e as ruas que receberam luz elétrica foram a Rua de São Bento, a Matias Ferreira, que é a atual Prudente de Morais, o Varadouro, os Milagres, a Rua do Sol, São Francisco, Rua da Bica, Largo de São Pedro, Ribeira, atualmente na Praça Laura Nigro, Carmo, Sigmund Gonçalves. Os bairros do Varadouro e Carmo são iluminados com lâmpadas de 250 velas. As outras eram de 40. A Banda da SBAOO tocou no evento de ligação da luz nesse dia.
- Em 1905, ele aparece em notícia do Governo do Estado que o convida, juntamente com mais duas outras pessoas, para fazer uma fábrica de papel.
- Em notícia de 18 de novembro de 1906, ele aparece como um dos paraninfos da benzedura do novo sino da Igreja dos Milagres.
GALERIA DA CASA 1 foto.
LOCALIZAÇÃONo mapa
Rua de São Bento, n° 153